Agosto, 17


Eu que durante noites sofri por você...

Eu que tentei te esquecer com vários...

Eu te procurava por você em cada beijo...

Eu que não te queria mais.

E agora você me ama?

E agora você em quer?

Vai ao inferno...

E quando voltar me avisa...

Quem sabe eu amoleço...

E caiu nas suas graças novamente.



Escrito por C. às 17h12
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Porque doí igual de cada vez que lembro de você? Se nunca tivemos nada, se nunca te perdi na realidade, se tudo não passa de um sonho recorrente de quem nunca teve. Mas mesmo assim, depois que nos falamos passei várias noite em claro, perdida em lembranças que já nem sabia que eu tinha.

Mas esqueça... E não, não conte a ninguém, nem me recorde disso... Não posso mais sentir sua falta, ela pesa, ela confunde, já que nós dois nunca existimos de fato... “fomos apenas um sonho bom, eu acordei chorando por isso te liguei”. Então, te suplico, pare de me atender... Esqueça que eu existo. Porque no desespero da noite enorme e negra de ontem, eu busquei abrigo na rua, pintei os olhos de preto, quem sabe tentava disfarçar as olheiras que as noites em branco me deixavam. Andei a deriva, bebi em demasia, fumei o que meu pulmão agüentou... E mas tarde na minha cama, enjoada, desejei nunca mais lembrar de você, desejei nunca ter te convidado àquele bar, e nunca ter respondido sua primeira mensagem. Pela primeira vez, te lembro com peso, e novamente me torno tão dramática, tão carente, tão sonhadora... Isso que você faz comigo, você me atormenta... Há tempos tentava não me lembrar de nada, não sentir mais nada, não saber mais nada, mas ainda não havia conseguido me soltar completamente daquela corrente de ferro lacada a branco que me prendia a suas lembranças, e quando eu penso, ela trás todas ao mesmo tempo, e eu me sufoco de sua ausência, do que poderia ter sido e de você, eu não aguento mais você em mim, do que você me tornou, e do que eu senti. Ai, rezo por mais uma manhã... acordar facilita sempre este tipo de confusões.



Escrito por C. às 16h43
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E agora, depois de três meses?

Seu corpo no meu corpo,

E nem parecem que já se passaram três meses

Três meses de quase ausência

Três meses de palavras vagas

Por três meses, tentei te esquecer...

 

Mas, qdo te vi, naquele aeroporto,

Parecia que havia sido ontem...

È sempre tão certo, qdo estamos juntos

O corpo grita, molha, vibra...

 

Sim, imprudentes, loucos...

Mais o corpo não mente

O coração pode até enganar

Mais quando estamos juntos

O corpo arde -  imponente

 

Dono, forte, querido...

Meu lindo - sinto sua falta

Falta de dormir abraçada...

Falta do seu braço abaixo da minha cabeça

Falta do seu beijo

Falta do seu corpo

Sinto uma falta, quase latente, dolorida -

Como se me faltasse um braço...

E agora?

 

Depois desses três meses... o que faremos?



Escrito por C. às 16h45
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Me esqueça

E dai que vc está solteiro?

E que isto é o que te pedia.

Depois de sábado.

Você não mais cabia.

 

E daí se as cartas diziam,

Ou se meu coração amoleceu

Agora o caminho é outro

Desculpa, mais você perdeu.

 

Era assim, já dizia nos livros

Os contos são para ser lidos e não vividos

Meu principe virou sapo.

 

E agora, quer mais papo?

Não quero mais vc me ligando.

E nem mais te ver.

 

Guarde seu presente.

Seja feliz.

Eu não quero mais te ver.

 

Assumi minha escolha, fui firme

Agora a hora é minha.

E eu cansei,

Dos devaneios,

Das crises,

Dos surtos.

 

Do seu beijo.

Adeus, achei seu caminho.

Não cruze mais a minha esquina

Este canto não esta mais vago,

Acabou a minha sina.



Escrito por C. às 13h29
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O homem de longe

Encontrei um homem que me chame de linda em vez de gostosa.

Que me ligue de volta quando eu desligo na cara dele.

Que permanece acordado só para me ver dormir.

 

Um homem que me beije na testa.

Que segura minha mão e me olha no olho.

Que fala comigo todos os dias, mesmo odiando telefone.

Que me liga pra dizer onde esta.

Que não dorme antes de me dar boa noite.

Que me enche de mimos e me pede opinião.

Que mora longe, que só me vê pouco

Mais mesmo assim se faz presente.

 

Encontrei um homem que me diverte.

Que fica nervoso do meu lado.

Que me apresenta seus amigos.

Que está apaixonado.

 

E agora????



Escrito por C. às 12h33
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